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ale figueiredo e joão tegoni

24 de abril de 2026

Brasília e o mito do vazio: o apagamento do Cerrado na construção da capital #48

O que revelam os registros da construção de Brasília?

O que revelam os registros da construção de Brasília para além da ideia de uma cidade por vir? Este artigo não pretende questionar o valor da arquitetura da capital, mas propor uma reflexão sobre como suas notáveis obras poderiam ter estabelecido um diálogo com a paisagem do Cerrado na qual estão imersas.

Brasília recém construída | Foto: João Gabriel Gondim de Lima | Fonte: Arquivo Brasília

A arquitetura moderna brasileira construiu vínculos com a paisagem tropical em seus projetos mais conhecidos, vínculos que, em Brasília, deixaram de se realizar com o Cerrado do entorno imediato. Contemporâneo à construção da capital, Severiano Porto, formado em 1954 pela Faculdade de Arquitetura do Brasil, no Rio de Janeiro, optou por trabalhar em Manaus, onde construiu uma arquitetura a um só tempo moderna, com sua herança universal, e regional. Precisamente o que a nova capital não chegou a ser em relação ao seu bioma.

Desde sua chegada à capital amazonense,Porto se conscientizou dos problemas do crescimento urbano e do impacto no meio ambiente e na cultura do homem local. Notou que a riqueza dos recursos disponíveis na região, as soluções construtivas adotadas pela arquitetura autóctone e a potencialidade da mão de obra com sua habilidade de manejo da madeira eram desvalorizadas em favor de soluções vindas de culturas distantes. O mesmo mecanismo que operou, sob outras condições, no planalto central.

Com um raro olhar tímido e sensível. Porto retomou os princípios da arquitetura amazônica autóctone, resgatou técnicas construtivas e tipologias tradicionais e as fundiu ao repertório moderno. Porto demonstra que, mesmo à época, existiu um modernismo brasileiro capaz de partir do lugar, do clima, do bioma e do modo de vida. Que esse caminho tenha ocupado o menor lugar na história canônica da disciplina diz muito sobre quais modernismos foram escolhidos para representar o Brasil.

Para além da narrativa do porvir, do vazio pronto para receber algo, da solidão e do silêncio, um olhar mais atento revela que nunca houve ausência. Havia paisagem, havia Cerrado, seus povos, sua fauna, sua flora.

A construção da capital

Na primeira visita ao local onde surgiria Brasília, em 2 de outubro de 1956, Juscelino Kubitschek descreve:

“Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.”

Juscelino Kubitschek na companhia de técnicos, outros políticos, jornalistas, militares e o arquiteto Oscar Niemeyer (ao fundo à esquerda) em sua primeira visita ao sítio onde seria construída Brasília, em 1956 | Foto: Ernesto Silva | Fonte: Arquivo Brasília

Juscelino Kubitschek, em sua primeira visita ao sítio onde seria construída Brasília, em meio aos capins do Cerrado, em 1956 | Foto: Mário Fontenelle | Fonte: Arquivo Brasília | Acervo Público do Distrito Federal

As imagens da época mostram técnicos, políticos, militares, jornalistas e o arquiteto Oscar Niemeyer caminhando de terno e gravata sobre a paisagem do Cerrado. Chama a atenção a presença do próprio presidente entre os capins, em uma paisagem já lida como “vazia”.

Essa leitura não é neutra. Ela antecipa o gesto que viria a seguir: o apagamento. As máquinas de terraplanagem operaram como instrumentos dessa tábula rasa, transformando o território em suporte para a construção de uma nova imagem de país.

O apagamento da natureza e de povos como herança colonial

O apagamento da vegetação nativa na construção da capital era, ao mesmo tempo, sintoma e prenúncio de um processo mais amplo de desvalorização do bioma.

Frequentemente entendido como “mato”, como seco, como território vazio a ser ocupado, o Cerrado foi marginalizado em uma cultura que historicamente privilegiou a exuberância das florestas tropicais. Como apontam DURIGAN et al. (2018):

“De maneira geral, nós, brasileiros, inebriados por nossas exuberantes florestas tropicais, relegamos a um plano secundário, ou mesmo desprezamos, vegetações e floras das áreas não florestais do país (...).”

Essa percepção também se ancora em uma herança colonial. Como escreve Guilherme Wisnik, a colonização portuguesa instaurou no Brasil uma relação predatória com a paisagem:


“(...) tratando tanto a natureza quanto as culturas locais a ferro e fogo, a colonização predatória praticada pelos portugueses no Brasil fundou, aqui, uma sensibilidade espacial e uma disposição construtiva baseadas na proteção e no refúgio, no medo do selvagem, e não no contato próximo, na comunhão com a terra e com a paisagem – eis a nossa ‘tradição’’. 

No campo da arquitetura moderna, essa tensão se reconfigura. Influenciado por Le Corbusier, o pensamento arquitetônico passa a compreender a paisagem como algo a ser mediado por um “pacto precário entre antagonistas”, no qual a construção se impõe como forma de ordenação.

No projeto de Brasília, Lúcio Costa mantém uma relação ambígua com essa tradição. Embora o traçado urbano se afaste das cidades coloniais, o gesto de implantação revela uma lógica de ocupação descrita como um “ato deliberado de posse”.



“Dois eixos, cruzando-se em ângulo reto, o próprio sinal da cruz” [Lucio Costa, Memorial do Plano Piloto, 1957] | Foto: Mário Fontenelle | Fonte: Arquivo Brasília | Acervo Público do Distrito Federal

Construção de Brasília  | Foto: Mário Fontenelle | Fonte: Arquivo Brasília | Acervo Público do Distrito Federal

A isso se soma uma concepção mais ampla de cidade como superação da natureza. Como escreve Roland Corbisier, a edificação urbana representa a construção de um mundo à imagem do homem, expressão de sua liberdade e de sua inserção na história universal.

O apagamento físico e simbolico

A narrativa da solidão e do início absoluto apaga uma presença humana e ecológica profundamente enraizada no território.

O Cerrado abriga ocupações humanas que remontam a aproximadamente 11 mil anos. A abundância de recursos naturais possibilitou o desenvolvimento de diversas culturas indígenas, especialmente do grupo macro-jê, além de modos de vida camponeses que garantiram a subsistência de populações locais ao longo do tempo.

Essa presença humana não era passiva. As pesquisas etnobiológicas de Darrell Posey, desenvolvidas a partir dos anos 1980 junto aos povos Kayapó, demonstraram que o que parecia vegetação espontânea era, em muitos casos, resultado de manejo intencional e sofisticado. Os Kayapó são descritos como gestores ativos da floresta tropical, utilizando um extenso inventário de plantas nativas concentradas por ação humana em áreas específicas, como ilhas de recursos, campos abertos, trilhas, sítios de cultivo e antigas roças. O transplante e a seleção de espécies ao longo do tempo sugerem a semidomesticação de muitas plantas. Fragmentos de floresta, os apêter, são criados pelos indígenas a partir do campo e do cerrado, usando zonas de plantio feitas de ninhos de cupins e formigas misturados com matéria orgânica.

O trabalho de Posey tem desdobramentos que vão além da ciência. O pesquisador organizou o I Congresso Internacional de Etnobiologia e a Carta de Belém, documento que defende o tratamento ético aos povos indígenas e que influenciou a Convenção sobre a Diversidade Biológica. O que as máquinas de terraplanagem aplainaram, portanto, não era paisagem virgem. Era território trabalhado, cultivado e organizado por gerações de conhecimento, um saber que a narrativa do vazio tornou invisível antes mesmo que a escavadeira chegasse.

Presença indígena no Cerrado (esq. e dir. embaixo)

Fonte: Arquivo do fotógrafo Paulo Manhães de Almeida 

 

Homem negro apoiado em árvore retorcida do Cerrado (dir. acima)

Fonte: Marcel Gautherot



Reduzido à condição de “mato”, o bioma foi desconsiderado não apenas como paisagem, mas como território vivido, habitado e cultivado.

A cidade construída: arquitetura e paisagismo

A construção de Brasília implicou um gesto radical de transformação do território. A terraplanagem não apenas preparou o solo para a edificação, mas redefiniu a própria paisagem, eliminando grande parte da vegetação nativa.

Movimentação de terra na construção de Brasília | Foto: Mário Fontenelle | Fonte: Arquivo Brasília, Arquivo Público do Distrito Federal

Movimentação de terra e, ao fundo, Esplanada dos Ministérios na construção de Brasília | Foto: Mário Fontenelle | Fonte: Arquivo Brasília, Arquivo Público do Distrito Federal

Nesse contexto, a concepção dos jardins ocupou um papel importante. Roberto Burle Marx foi convidado a desenvolvê-los, trazendo consigo uma abordagem inovadora baseada no conhecimento e na valorização da flora brasileira.

Em contraste com a tradição de uso de espécies exóticas, Burle Marx propunha jardins fundamentados em plantas nativas, sobretudo da Mata Atlântica. Como observa José Tabacow, seu mérito esteve em reconhecer o potencial paisagístico dessas espécies em um momento em que predominava o uso de plantas estrangeiras.

No entanto, a presença reduzida de espécies do Cerrado em Brasília não decorreu apenas de uma escolha projetual. Segundo Tabacow, Burle Marx trabalhava com espécies que conseguia cultivar em seu viveiro no Rio de Janeiro. As diferenças climáticas dificultavam o cultivo de plantas do Cerrado, e, à época, tampouco havia viveiros locais capazes de produzi-las.

Assim, o paisagismo da capital foi construído com poucas espécies autóctones — um dado que revela não apenas uma limitação técnica, mas também a ausência de uma cultura projetual enraizada no bioma.

Buriti chegando para ser plantado nos jardins de  Brasília | Foto: João Gabriel Gondim de Lima | Fonte: Arquivo Brasília

Buritis no jardim do Palácio do Itamaraty | Foto: Marcel Gautherot | Fonte: Arquivo Brasília

Vestígios

Apesar do apagamento, a paisagem original não desaparece por completo. Nos registros da capital recém-construída, é possível identificar vestígios do Cerrado: a construção da imagem do país se deu em meio a uma paisagem que recusou desaparecer por completo.

Brasília recém-construída e as árvores do Cerrado e os trabalhadores em primeiro plano | Fotos: Marcel Gautherot | Fonte: Arquivo Brasília, Acervo Instituto Moreira Salles

Crianças brincando em uma das primeiras escolas em Brasília e árvore retorcida do Cerrado no primeiro plano | Fonte: Fotógrafo não identificado, Arquivo Brasília

Brasília recém-construída e as árvores do Cerrado remanescentes| Fotos: Mário Fontenelle | Fonte: Arquivo Brasília,

Brasília: reflexões contemporâneas

Para evitar anacronismos, é importante reconhecer que o pensamento ecológico não ocupava, à época, o centro do debate. A perda de biodiversidade e a crise climática não se colocavam como questões urgentes.

Ainda assim, revisões posteriores permitem lançar um novo olhar sobre esse processo. Em reflexão tardia, Lúcio Costa reconhece o impacto da terraplanagem sobre o Cerrado, lamentando sua destruição e apontando a dificuldade de regeneração do bioma:

"No contato direto deste triângulo [Praça dos Três Poderes] com a vegetação em meu espírito romântico, imaginava que haveria um sentido: o cerrado representaria o povo, a massa de gente sofrida que estaria ali junto ao poder da democracia que lhe é oferecida. Essa ideia foi logo destruída, sem querer, pelas máquinas de terraplenagem (...). Quando me dei conta, já o tinham destruído completamente, revirado a terra ao redor da Praça dos Três Poderes. O cerrado, uma vez destruído não se recupera mais.”

(COSTA apud SILVA, 2004)

Brasília foi concebida como uma cidade-parque, com gramados e árvores estruturando sua paisagem. Como mencionado, durante sua construção, a vegetação original do Cerrado foi amplamente suprimida e substituída por gramados e espécies arbóreas oriundas da Mata Atlântica e da Amazônia, além de plantas exóticas de outros países. Os jardins públicos e os dos palácios seguiram essa mesma lógica, com exceção de algumas espécies nativas pontualmente incorporadas.

Com o passar do tempo, parte das árvores exóticas não se adaptou e acabou sendo substituída por espécies nativas. Ainda assim, observa-se hoje a presença crescente de canteiros, tanto públicos quanto privados, que negam a dinâmica da seca ao demandar irrigação constante para a manutenção de espécies exóticas ao longo de todo o ano, especialmente durante o período seco.

Ao tratar da seca, é importante lembrar que Brasília, situada no Cerrado, apresenta um clima de forte sazonalidade, com seis meses de estiagem no inverno e seis meses de chuva no verão. Sua vegetação é diversa e marcada por paisagens abertas e savânicas. Adaptadas a essas condições, as plantas sobrevivem ao período seco ao acessar a água armazenada nas camadas mais profundas do solo.

Entretanto, no lugar das espécies nativas, ao caminhar pelos jardins públicos da cidade observa-se gramados e flores exóticas. A grama Batatais (Paspalum notatum) é uma exceção positiva, pois resiste à seca e não necessita de irrigação. Durante o inverno, perde o vigor e adquire um tom amarelado, mas, com a chegada das primeiras chuvas, recupera rapidamente sua coloração verde.

Os canteiros floridos, por sua vez, são majoritariamente compostos por espécies exóticas de ciclo curto, que exigem replantio frequente, entre três e quatro vezes ao ano, além de irrigação diária e manutenção quinzenal. Dessa forma, os jardins públicos passam a demandar recursos hídricos e financeiros constantes para sua manutenção. Trata-se de um verde que não se sustenta.

Dentro desse cenário, o Cerrado abriga mais de 12 mil espécies nativas, muitas já incorporadas ao paisagismo e adaptadas ao clima de Brasília, capazes de se desenvolver com menor demanda de recursos e sem necessidade de irrigação. Ainda assim, essa riqueza de formas, cores e biodiversidade permanece pouco presente nas paisagens urbanas.

A apreciação da paisagem do Cerrado exige uma reeducação do olhar. É preciso reconhecer a beleza nos tons da seca com a mesma sensibilidade com que se valorizam os verdes. Como afirma Piet Oudolf, uma das principais referências do paisagismo naturalista contemporâneo, “o marrom também é cor”. Trata-se, ainda, de perceber a beleza no aparente vazio, na delicadeza dos capins, em suas flores e folhagens.

Valorizar uma paisagem que ocupa mais de 22% do território brasileiro implica uma mudança de paradigma, uma revisão da lógica de ocupação e destruição que não incide apenas sobre o Cerrado, mas sobre diversos ecossistemas e sobre os povos que não se orientam pela lógica do mercado, como indígenas e quilombolas. 

Embora todos os biomas estejam sob pressão, a fragilidade da legislação ambiental tem deslocado o desmatamento para as paisagens não florestais. Hoje, não apenas nas áreas urbanas, mas sobretudo nas áreas rurais, o Cerrado segue sendo sistematicamente destruído pela ação humana, principalmente pela expansão da agropecuária. A “tradição” de ocupar a natureza como domínio e posse persiste, mesmo em um contexto histórico distinto. O apagamento da paisagem, de sua flora, fauna e de seus povos não pertence apenas ao passado, mas se afirma como um processo em curso.

Mais do que recuperar uma paisagem perdida, trata-se de reconfigurar o modo como pensamos o mundo, como bem descreve Ailton Krenak:

“O que aprendi ao longo dessas décadas é que todos precisam despertar, porque, se durante um tempo éramos nós, os povos indígenas, que estávamos ameaçados de ruptura ou da extinção dos sentidos das nossas vidas, hoje estamos todos diante da iminência de a Terra não suportar a nossa demanda. Como disse o pajé yanomami Davi Kopenawa, o mundo acredita que tudo é mercadoria, a ponto de projetar nela tudo o que somos capazes de experimentar.”

(KRENAK, 2019)

A partir dos questionamentos propostos neste artigo, fica a reflexão acerca do construir do zero, do vazio, do silêncio, da aparente solidão. O vazio que se viu no Planalto Central nunca existiu de fato. Era Cerrado, era território habitado, era vida com história própria. Reconhecer isso não é exercício nostálgico — é condição para pensar o projeto de outro lugar.

Marco zero colocado em um amontoado de terra na construção de Brasília | Foto: Mário Fontenelle | Fonte: Arquivo Brasília, Arquivo Público do Distrito Federal

Referência Bibliográficas

DURIGAN, Giselda et al. Plantas pequenas do cerrado: biodiversidade negligenciada. 1 ed. São Paulo: Secretaria do Meio Ambiente, 2018.

FIGUEIREDO, Alessandra. O Cerrado e os jardins: reflexões sobre a inserção das espécies nativas no paisagismo. Dissertação de Mestrado - FAUUSP. 313p. São Paulo, 2026. 

OLIVEIRA, Ana Rosa de. Ordem e representação. Paisagens de Brasília. Arquitextos, São Paulo, ano 14, n. 165.05, Vitruvius, fev. 2014. Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/14.165/5067. Acesso em: 03 ago. 2024.

POSEY, Darrell A. Manejo da floresta secundária, capoeiras, campos e cerrados (Kayapó). In: RIBEIRO, Darcy (ed.); RIBEIRO, Berta G. (coord.). Suma Etnológica Brasileira. 2. ed. Petrópolis: Vozes/FINEP, 1987. v. 1: Etnobiologia, p. 173–185.

TABACOW,  José. (Org.). Roberto Burle Marx: arte e paisagem: conferências escolhidas. 2.ed. São Paulo: Studio Nobel, 2004.

KIM, Lina; WESELY, Michael (Trad. Claudio Marcondes). Arquivo Brasília. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

ESCOLA DA CIDADE. Paisagismo e sustentabilidade: Jardim de Sequeiro – UnB. YouTube, 01 de outubro de 2024. 1h19min12s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=DV3sdzGMyPU>. Acesso em: 23 de abril de 2026.  

As imagens foram retiradas do livro Arquivo Brasília, de Lina Kim e Michael Wesely, edição de 2010.

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